9.8.09

"Eu não sei nunca, quando é que a tua loucura
é a verdade que eu não posso suportar.
(...)
quando falas de coisas que eu sinto,
mas não posso entender,
(...)
é como aquele pássaro que não existe,
mas que existe porque a gente o espera...
Olho-te e tento compreender.
(porque eu fui educado para compreender
e não para olhar.)
Mas quando , em certos momentos,
como faiscas e raios de uma outra luz,
eu «vejo mais»...
Ah! Lá, quando eu me dispo das minhas «verdades»,
dos meus «uniformes» e das minhas «razões»,
lá, nesse teu mundo,
que é loucura, dor, alegria, beleza,
ternura, violência, amor e delicadeza,
aí, quando eu me encontro contigo,
mesmo contigo, apetece-me abraçar-te,
fazer-te festas nos cabelos...
E ficar assim... só assim...
Cantar-te uma canção de embalar e dizer-te:
Deixa lá! Eu também não entendo..."

a um louco - julio roberto


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