31.8.09

project365 - day 059


e depois quando vieres, visto o meu vestido mais bonito e vamos comer pêra com queijo fresco.

10 comentários

  1. fico babada sempre que venho ao teu blog :3

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  2. sim sim... eu vi... ja até o add. bjs!!!

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  3. nhac! destesto queijo fresco. o vestido parece bonito :D

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  4. obrigado por te tornares minha seguidora :D gosto tanto das tuas photographias. gostava de um dia ter coragem e gastar um dinheirão numa máquina fotográfica profissional :]

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  5. É querer. Melhor, é um querer-te, de um forma tão confundível com possessividade mas desinteressante como um grão de areia num deserto. É querer fazer-te muita coisa, dar-te muita coisa, experimentar-te com muita coisa. Não te vou dar nada, nada do que os outros dão, como palavras bonitas ou objectos simbólicos. Também não te vou dar algo de original e diferente, não te quero dar faltas de modéstias, não te quero dar esperanças e grandes ideias pois não te quero dar desilusões. Apenas não quero dar o que já te foi dado, o que te poderia ser dado e o que tanto mais irás receber. Soa ridículo não é, tentarmos sempre marcar um ponto distinto e particular na memória da outra pessoa, pensarmos que conseguimos ser melhor ou mais marcantes do que outras pessoas já foram ou serão, epah, natureza humana, queremos ser algo, não serei excepção e admito-o envergonhadamente. No fim, talvez não te dê nada, talvez apenas seja uma revisão de algo que já tens mas não vou pensar nisso, posso ser fraco e banal mas mantenho-me fiel em querer dar o meu melhor. Mesmo que o meu melhor seja o mais inútil na escala dos presentes que já recebeste. Não irei perspectivar, não me irei julgar, faz isso tu se faz favor, não que te esteja a impor tal tarefa mas inconscientemente vais faze-lo, apenas avisa-me do resultado. Bem então, sabes o que são beijos no pescoço? Aqueles beijos que se dão no pescoço? Mas sabes por experiência ou pelos filmes? Não gosto dos filmes com beijos no pescoço. Quer dizer, gostar até posso gostar, pode ser um senhor de um bom filme mas desgosto das cenas em que ‘encenam’ beijos no pescoço, é quase como se estivessem a fazer um atentado. Nota, nota, não estou a criticar o facto de eles representarem os beijos, afinal! É um filme não é? São actores não são? O objectivo deles é ser realistas, cativar o publico e vender mas continuamos a saber que é um filme, podendo ser iludidos pela qualidade dele. Alguém foi pago para dar aqueles beijos mas não é isso que está em questão. O que me perturba é o ‘rosto’, ou melhor, a ideia que dão dos beijos no pescoço. Ambiente sereno e imperturbável, pele perfeitamente preparada para o efeito e aqueles sons irritantes e claramente ampliados de smuac smuac cada vez que os lábios se soltam dos poros. Porque isso não acontece na realidade e duvido seriamente que percamos tempo a confirmar esses detalhes todos quando já estamos sob o efeito de hormonas e calafrios pelo corpo. Num filme TEMOS TEMPO para ver essas coisas, afinal, estamos a assistir, o nosso papel é ver. Mas no real, no real… No meu real, não seria assim e não é.

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  6. Permita-me que te dê um pedaço do meu real referente aos beijos no pescoço, permita-me que faça um empréstimo sua. (não me a dês, afinal, sou eu que estou a dar aqui). Primeira coisa, beijos no pescoço, não é apenas dar beijos no pescoço (apesar de eu ter dito anteriormente, aqueles beijos que se dão no pescoço). Beijos no pescoço, é, no fundo, o que nós quisermos, desde que meta 0,00000000000001% de pescoço, já pode ficar com esse rótulo todo janota, mas atenção, não caiam naquelas pessoas que levam os rótulos á letra, ou o que vou dizer não resulta. E já por várias vezes tive aquelas admirações ‘então mas que raio, onde estão os beijos no pescoço!?’. Eu até acabaria por lá chegar, mas as pessoas são impacientes e pensam que devo ser um cão que se atira aquilo como um osso, enfim, enfim. Primeiro, eu uso as mãos, não os lábios, AHÃ! Repouso lentamente cada um dos meus dedos nas têmporas do rosto, como se fosse aquele gesto de massagem e depois pressiono apenas os indicadores e deixo-os lentamente descer, mas sempre a pressionar ligeiramente (LEIA-SE LIGEIRAMENTE e não suavemente, eles continuam a pressionar, não a limpar o pó da cara), como que a desenhar a forma do rosto numa folha de papel até atingir o queixo. Claro que enquanto este ritual bonito de descrição decorre, um ou dois beijos trocam-se entre lábios, saliva e língua, os narizes tocam-se e trocam-se e com alguma sorte, já se soltam uns arfares. Pouquito ainda, pouquito. A parte que gosto, vem a seguir, aquela pela qual as pessoas não sabem esperar. Quebra-se o ritual, de forma rápida um polegar sob os lábios e o resto da mão segura o queixo e eleva-o ligeiramente aos céus (ou ao tecto) e inclina-se ligeiramente o rosto da pessoa ‘dominada’ para que lado que calhar na altura e… Não se vai ao pescoço (AHAHAHAHA fooled you :). Lóbulos das orelhas, trincadelas e puxadelas, sussurrem algo romântico ou perverso, não que as palavras de percebam de qualquer maneira, o que arrepia mesmo é o bafo e antes que percam a posição, atrás da orelha, um bocado acima do lóbulo, quer haja cabelo ou não, TANTO FAZ NÃO ESTAMOS NUM FILME, puxem-nos com a mão se quiserem quebrar o humor, o que não mata engorda, e toquem lá com a língua. É neste ponto que eu paro de dar instruções, pois isto era uma introdução e estar para aqui a recitar faz perder o enquanto todo. Agora vou imaginar que é o teu queixo que seguro e o teu belo rosto que elevo aos seus e que é aquela área escondida atrás da tua orelha em que estou a depositar a minha língua. Porque neste sítio eu posso sentir-te, posso dar-te e posso querer-te ainda mais.

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  7. A pressão que a tua cara faz a querer fugir da minha mão, a saliva que é engolida com um som seco, o teu pescoço que se contrai para respirares, aqueles teus cabelos escondidos que estão todos colados, o perfume que podes não estar a usar, o suor que pode estar já instalado, neste preciso ponto tenho-te inteiramente, sem romancices ou perversidades, sem encenação ou plano. Mas isto dura apenas uns segundos e na altura nem penso nisso, apenas sei que reajo instintivamente e depois irei reflectir nisso. Porque neste momento, não estou a pensar nisso, estou com a ponta da minha língua, ligeiramente húmida, sem saliva a cair obviamente, nessa área, 3 centímetros a contar do lóbulo para o lado oposto, três sentimentos para cima, é duro, é um relevo do osso do teu crânio, é a partida e zummmmmmmmmmmm a língua desce pelo pescoço abaixo, a roçar no cru da tua carne até atingir um ombro, leve beijo aí, sem smuac, não se ouve nada sinceramente, mas já nos mexemos, eu largo o teu coitado de queixo, enlaço a tua cintura e puxo-te para mim e marco outra meta. Naquela linha imaginária que se marcam entre os teus seios soltam-se gotas de transpiração, mesmo acima das gostas, aí é o ponto apropriado, cai para trás eu seguro-te, afundo a cabeça contra a tua caixa torácica e de forma irregular, como quem procura algo, marcam-se beijos e beijos e beijos, por aí acima até voltarmos ao senhor do pescoço mas esse merece mais, merece mordidelas, merece que madeixas de cabelo caem nele, tuas ou minhas, tanto faz, inclina-te agora, deixa-me agarrar-te como se quisesses tirar-te o ar, mas não serei bruto, não serei, apenas quero alcançar aquela parte lá atrás ignorada, onde brotam os vales da tua coluna, deixa-me sim nesses beijar os picos e os planos, lambuza-los até se fosse preciso, mas não parar enquanto não tiver pelo menos ouvido um AHHH ou MMMM ou MAISSS ou aquelas coisitas tontas que soltamos. Depois o resto é depositar minas de beijos por aqui e por ali, no fundo cai no repetitivo, as palavras não explicam o que o toque faz, mas eu faria isso. de trás para a frente, repetido ou aleatório, sem entrar noutras partes, ou torna-se muito descritivo e enfadonho. Oh e olham, admitam, dito assim, não parece nada de especial pois não?

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  8. Claro que não, até eu leio e me acho estúpido mas coise. Isto, afinal de tudo, é um querer, um querer de um dar mas que não foi dado e não está a ser dado, sim, que se estivesse a ser dado, não estava em aqui. Acho que a isto se chama carência frustrada, até os sonhos na minha cabeça parecem mais bonitos, tse tse tse. De qualquer maneira, vocês não vão ler isto, aqui faço a ponte para o incrédulo de isto ser um comentário, apenas um comentário, que só irá interessar a uma pessoa. E será essa pessoa a do texto? Ahã, isso já é comigo pois a questão também é se a pessoa que fala é a pessoa que comenta. Por aqui muito complexidade para misturar as metáforas e mensagens subliminares que podem OU NÃO existir. Ou então estou apenas a divertir-me pois sinto-me ridículo e isto não correu como eu queria. E falas no masculino é engraçado, muito engraçado, faz-me desejar algo, suspiro, suspiro. (ser ou receber, aí está a questão do desejar, tururururu). Enfim, fracasso. Demito-me de contos eróticos, sei que os quero escrever mas apenas não saem, PORQUÊ, PORQUÊ, merda, passei a tarde toda a bater-me com esta questão mas não há maneira. Sou fraco. Sou fraca. Sou. Fim.

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