"Mas a minha tristeza não é mais a de antigamente. Não me vou abaixo tão profundamente. Na tristeza, o levantar-se já vem incluído. Antigamente pensava que iria continuar triste para o resto da vida. E agora sei que esses momentos fazem parte do ritmo da vida e que está bem assim. É novamente aquela confiança, aquela grande confiança, também em mim. Confio igualmente na minha seriedade e entretanto eu própria sei que hei-de conduzir bem a minha vida. Há momentos, e então estou quase sempre sozinha, em que existe um sentimento muito profundo de amor e gratidão por ele, um sentimento de: «Tu és-me tão próximo que eu gostaria de partilhar as noites contigo.» E estes são, pois, para mim, os pontos mais altos da nossa relação. E é bem possível que uma noite dessas acabasse realmente numa catástrofe. Há aqui ou não uma estranha disparidade? (...) E no entanto: não quero o corpo dele para absolutamente nada, embora às vezes me sinta de repente apaixonadíssima. Será porque o amo tão profundamente e quase «cosmicamente», que nem sequer é possível a aproximação através do corpo?"
e é por isso que este é um dos meus livros preferidos, porque posso abrir uma página qualquer que irei certamente identificar-me com todas as palavras da mesma, e agora, eu precisava mesmo de te dizer isto.


está fantástico *.*
ResponderEliminarFabuloso!
ResponderEliminaré um livro fantástico.
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