23.7.10

Cartas à Ana - Dia oito

Acredito no amor, juro que acredito. Acredito mais do que todas as pessoas que conheço. Acredito mais do que tu e não sei quanto é o que tu acreditas, mas sei que acredito mais do que tu. Acredito, sem dúvidas, acredito. Lembraste no dia em que eu disse que toda a gente tem que acreditar em alguma coisa? E que quase sem pensar eu disse acreditava em mim? Fui bastante “irresponsável” em afirmar assim tal coisa. Estou longe de acreditar em mim, como acredito no amor. Nunca vi/senti ninguém acreditar no amor como eu, nunca senti alguém que amasse como eu amei, e nunca, em nenhuma altura, fui amada como já amei, oh aliás, eu nunca fui amada. Mas ainda assim eu acredito no amor, acredito que pode ser real, verdadeiro, sentido e até em uns quantos casos, mútuo. Mas há algo mais do que apenas amor na vida, um ensaio ao amor, talvez, mas podes dar-lhe o nome que quiseres, é isso que toda a gente vive, uma preparação. Um treino. Sempre tão convencidos que é amor que sentem, tantas vezes se trata de uma conveniência. Mas ainda assim, eu não deixo de acreditar no amor.
Eu acredito no amor, juro que sim.

P.S.: dia de praia.

Martitas

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