27.3.12

À mesinha de cabeceira - David Nicholls

Um dia - David Nicholls (18 de Março - 24 de Março) 

A minha irmã mais velha trouxe-me este livro da última vez que esteve por Viseu (para lerem também a opinião dela é só clicarem aqui). Devo confessar, que a minha opinião é bastante semelhante à dela e por isso, não vou alongar-me muito no post, nem vou dizer tudo o que ela já disse. Vou ser sincera, e dizer-vos porque realmente gostei do livro. Como devem ter percebido (caso tenham ido ler a opinião da minha irmã) o romance é bastante simples e prevísivel*, no entanto, o livro consegue prender-nos. Ou pelo menos a mim prendeu-me, por achar que estou no mesmo pé que as persoangens principais se encontram, as minhas dúvidas, as mesmas questões... O que me tranquilizou por vários motivos. Primeiro, porque se alguém se deu ao trabalho de escrever sobre estas indecisões com a vida, é porque não é um medo meu, é um medo geral. Olhando para as pessoas na rua, na minha faixa etária (especialmente), eu agora sei, que eles também não sabem grande coisa e segundo, porque eu sei (isto eu já sabia, bastava olhar com atenção para as vidas das pessoas que se encontram à minha volta e até mesmo para o pouco que a minha já teve para dar), a minha vida não estagnou aqui, virão mudanças, oportunidades e será uma viagem em tanto. Infelizmente & felizmente, neste momento eu não posso, de forma alguma, tentar adivinhar. Terei que deixar espaço para a vida fazer a sua magia (tantas vezes amaldiçoei esta questão, da "vida" controlar mais do que queremos) e ver que caminho seguirei a seguir. 

"-Temos somente a totalidade das nossas vidas pela frente - disse ela, sonolenta, inspirando o maravilhoso cheiro morno e rançoso dele e, ao mesmo tempo, sentido uma ondulação de ansiedade percorrer-lhe os ombros, ante aquela perspectiva: a vida adulta e independente. Não se sentia uma adulta. Não estava de modo algum preparada. Era como se um alarme de incêndio tivesse disparado a meio da noite e ela estivesse no meio da rua, com uma trouxa de roupa na mão. Se não estudava, então, fazia o quê? Como havia de preencher os dias? Não fazia ideia. O segredo, disse para consigo, é ser corajosa e arrojada e fazer alguma diferença. Não era exactamente mudar o mundo, só aquela parte à sua volta. Sair para o mundo com o teu Muito Bom com Distinção em duas áreas, a tua paixão e a tua nova máquina de escrever eléctrica Smith Corona, e trabalhar no duro em... qualquer coisa. Mudar vidas por meio da arte, talvez. Escrever coisas belas. Estimar os amigos, manter-se fiel aos seus príncipios, viver apaixonada e plenamente bem. Experimentar coisas novas. Amar e ser amada, se tal coisa for sequer possível. Alimentares-te como deve ser . Coisas assim. Não era grande em termos de filosofia de vida, e que se pudesse partilhar, muito menos com este homem, mas era no ela acreditava." 


* A verdade, é que perto do final, mandei uma mensagem ao Pedro a dizer que já sabia como é que tudo ia acabar.

1 comentário

  1. eu ainda não li, e tenho um pequeno livrete que é tipo uma breve apresentação desse livro numas 30 paginas.

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