29.7.13

Lendo no escuro



Lendo no Escuro - Seamus Deane
( ... - 19 de Julho)

Este ano falei muito pouco de livros (em relação a anos anteriores), pois a verdade é que vamos quase em Agosto e eu comecei agora a ler o quinto livro do ano. Não é tudo preguiça, mas sim falta de tempo e livros cativantes na prateleira. No entanto, e como há sempre exceção há regra, este ano já consegui ler dois livros da minha autora preferida - Joanne Harris - e li o “Lendo no Escuro” de Seamus Deane, que é um daqueles livros já de capa velha, uma edição antiga e que eu nunca dou nada por eles, mas que me surpreendem sempre. Este, conta a história de uma família de tradições e costumes, num local daqueles onde toda a gente sempre sabe tudo, mas são apenas pontos acrescentados de histórias mal contadas. Mas confesso, não foi isso que me cativou, mas sim a forma como o autor a escolhe contar. Através de relatos das memórias confusas de um dos mais novos membros da família, que entre a polícia, os loucos, a sua mãe e o seu avô à beira da morte, descobre as verdadeiras condições que levaram ao desaparecimento do seu tio. Mas, para dizer a verdade, não foi isto que me levou a querer escrever sobre o livro, mas porque foi com ele que me apercebi (mais uma vez) de quanto os livros, sem quererem nos podem dizer tanto, mesmo quando eles falam de batatas e nos fazem pensar em borboletas. Quase sem querer, comecei sem querer uma partilha (quase) diária de excertos de textos no meu perfil do facebook (todos gostamos de redes sociais, não mintam) e podem, se quiserem, dar uma espreitadela, porque esta coisa é pública. Ah, já agora, e vocês, têm algum livro marcado de uma ponta a outra com partes bonitas que vos fizeram pensar nas ondas do mar e beijinhos na testa?

Contavam-nos que as pessoas de olhos verdes eram amigas das fadas e que estavam aqui só por pouco tempo, à procura de uma criança que pudessem levar.

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