17.1.18

o ambicioso senhor parker | mesinha de cabeceira

mesinha de cabeceira: ambicioso senhor parker

Encontrei este livro numa daquelas feiras de livros com livros-que-já-ninguém-quer-de-editoras-que-já-não-existem, conhecem? Nesse dia trouxe dois livros, um que li no próprio dia e o ambicioso senhor parker que me acompanhou por vários meses (foi o livro que demorei mais tempo a ler em 2017). Apesar do tempo longo da leitura foi um livro querido para mim, identifiquei muitos amigos na personagem principal, o Patrick Parker, aliás, até eu me identifiquei com ele, porra, somos todos Patrick Parker! Mais, desafio qualquer pessoa a ler o livro e não soltar uma gargalhada no final. Ah!
Até então, tudo o que tivera fora sonhos de vir a ser hospedeira aérea, conselhos de que se devia centrar nas suas capacidades para a costura e o conforto das palavras da mãe de que devia casar-se um dia e ter filhos e que isso era mais do que suficiente para qualquer rapariga. Não lhe pareceu muito verdadeiro depois de ver a rainha coroada porque, afinal, ela era casada, tinha marido (obviamente) e dois filhos - e, no entanto, governava o mundo - Malaia e África e tudo o resto. Quando Audrey chamou a atenção da mãe para isso, esta disse-lhe para não ser tonta, que a Rainha de Inglaterra tinha sangue azul, o que explicava a diferença. Como Audrey sabia muito bem que o seu sangue era apenas vermelho, aceitou a explicação. O sangue de Patrick era vermelho como o dela. Mas para os rapazes era diferente. (pág. 72)

mesinha de cabeceira: ambicioso senhor parker

Tal como o seu herói, tinha aquilo a que se chamava secretamente uma chama criativa sagrada e tinha que a proteger. Isambard escreveu um dia a algumas mulheres e como Patrick o compreendia agora: «Quero que saibas que, se parecer estar a levar as coisas friamente, é porque as sinto de forma tão aguda que sou a obrigado a manter-me insensível por forma a suportá-las...» (pag. 92)



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