4.9.18

olá, sou a marta. mais louca e mais sã.

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Tenho pensado mais em ti do que gostaria de admitir, mas agora isso que se lixe: Tenho pensado em ti. Faço, em silêncio, breves agradecimentos por teres aparecido e desaparecido em modo flash. Por me teres tirado da zona de conforto, por me teres dado a mão enquanto sussurravas que eu era medricas (éramos os dois). Tinha razão para o ser, não é? Arrisquei o coração e foi dolorosa a decepção. Acreditei que sairia da experiência outra pessoa. Por momentos não me encontrei e achei que só havia uma maneira de ganhar: jogando o jogo. Mas talvez seja do sol na pele, a areia que não quer sair, o salmão em quase todas as refeições. Mas não, não há momento em que eu tenha estado mais feliz. Não há momento em que me tenha sentido mais eu. Mais Marta. Mais inteira. Mais calma. Mais louca e mais sã. Estou a dar-me tempo par sarar mas não tenho mais cartas na mão. Dou por inteiro. Sorrio. Choro. Sinto borboletas na barriga. Vou a medo, mas vou. Sou até a primeira a procurar a mão e o abraço no outro. E sorrio para denunciar a mentira nas palavras: não vou ter saudades tuas. Afinal, que posso querer mais do que ter saudades? A doce recordação de algo que tive a sorte de viver. Oh bolas, sou uma sortuda. Há pouco perguntei-me o que tinha acontedito de bom no último ano: as pessoas, definitivamente. As que apareceram e foram embora. As que ficaram, que reapareceram e as que desapareceram. Pessoas e tudo o que trouxeram com elas. Mesmo que tenha sido caótico. Olha, especialmente, se foi caótico. Não quero viver mais a vida em modo medricas. Agora se dou, dou por inteiro. // Um dia disse-te que o teu papel tinha sido libertarme de uma história de amor que não ia resultar. Mas não foi só isso. O teu papel foi libertar-me. Ponto final. Obrigada. Espero que te encontres tão bem como eu. Agora sim, adeus * 19 de Agosto de 2018 

Acredito e percebo se apontares que tudo o que vou dizer a seguir é mentira e estou completamente louca. Mas sou mesmo assim: louca. Consigo compreender que não aches possível perceber quais os momentos e decisões que vão mesmo mudar o rumo da nossa vida, especialmente no momento em que os vivemos. Não é mesmo que eu agora dizer que aquele meu primeiro namorado mudou radicalmente a minha maneira de confiar e que aquele café que tomei com a minha colega fez surgir uma nova proposta de trabalho, passado é passado e é fácil julgar de longe. Mas acredito que as últimas semanas mudaram tudo. Tanto quanto sei até pode ser ainda aquela história dos vinte e cinco anos que achei que tinha resolvido ou apenas o ar da praia que ainda me acompanha na nova rotina (que ainda não é rotina, só novidade) e passa daqui a um mês. Mas para já, não me sinto a mesma miúda do inicio do mês de agosto ~aquela das fotografias que acompanham estas palavras. Mas uma outra miúda, mais capaz de decidir, de fazer acontecer, de controlar o ritmo. Uma miúda sem medo de perder, de falhar porque tentou, de perder quem encontrou. Uma miúda com mais liberdade para ser quem sempre quis ser. 

p.s.: a música que acompanha esta publicação é: I'll come crashing - A giant dog

6 comentários

  1. Não vou dizer que é fácil porque não é mas não desistas. Coragem para a nova etapa.

    Cumprimentos Os Piruças

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  2. Não podia ter gostado mais desta publicação! Identifiquei-me imenso. Obrigada por compartilhares. 💛

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    1. o poder das palavras é mesmo esse, gosto quando isso acontece.
      obrigada carolina, beijinho *

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