15.1.19

136 dias restantes

josepedropintojosepedropinto
fotografias @_josepedropinto_

encerro e recomeço mini-ciclos, faço repetidos rituais de passagem de ano-mês-semana-dia. entro em restaurantes que não conheço por vontade e sem hesitar, compro bilhetes para espectáculos, arrumo todas as caixas antes de partir, aceito chocolates que divido e aceito que às vezes estou triste também. trago tangerinas nos bolsos dos casacos. dou a mão sabendo que terei saudades, até aperto com mais força, à lembrança de que terei saudades. deixo-me fotografar, mas não tenho fotografado tanto. a convite invado parques infantis, caminho de um lado ao outro em passo mais-e-menos acelerado, vou lanchar ao café e dar um oi. acordo cedo e acordo muitas vezes de sonhos contigo. não cedo e não me contento com pouco. habituei-me a estar só na minha companhia. faço muitos planos mas aceito com um sorriso a instabilidade que a vida me dá. faço novos planos. começo e recomeço. vou até ali ao lado, faço perguntas a estranhos e fico triste-até-lágrimas-caírem quando falo de ti. ofereço livros da minha biblioteca pessoal. sinto sol da uma a queimar-me a pele, o frio da dez a gelar-me os ossos. sinto-me pequena na imensidão de uma paisagem que se faz sentir mais arrojada e grata que o meu abraço tenha o poder de ajudar. prometo ligar e ligo. prometo ir e vou. admiro caligrafias, designs e ideias. bebo chá, água, galões e café. tudo em grandes quantidades. episódio atrás de episodio, série atrás de série. muita música, em português, com direito a danças pela casa e umas quantas gargalhadas. lápis de cor na rotina, chamo-lhes terapia. declaro que a Nova Zelândia virá a ser casa, mas que Lisboa tem o meu coração. ou és tu que tens o meu coração? tremo, que a resposta eu ainda não sei.
Todo o mundo sabe que eu gosto de você. Todo o mundo sabe, todo o mundo disfarça e ninguém mais vê. Eu digo la larara mas isso é jogo de amor. Que começa bonito, depois vira aquele filme de terror. / Café com Pão de Maglore

14.1.19

Um Lugar | Gala de Natal Coro Contigo

Já se tornou uma tradição de Natal assitir e fotografar a gala de natal do coro contigo. Deixo aqui um cheirinho e espero ver-vos por lá no próximo concerto. Vale a pena! 

CORO CONTIGO | ESPECTACULO DE NATAL
CORO CONTIGO | ESPECTACULO DE NATAL
CORO CONTIGO | ESPECTACULO DE NATAL
CORO CONTIGO | ESPECTACULO DE NATAL
CORO CONTIGO | ESPECTACULO DE NATAL
CORO CONTIGO | ESPECTACULO DE NATALCORO CONTIGO | ESPECTACULO DE NATAL
CORO CONTIGO | ESPECTACULO DE NATAL
CORO CONTIGO | ESPECTACULO DE NATAL
CORO CONTIGO | ESPECTACULO DE NATAL
CORO CONTIGO | ESPECTACULO DE NATAL
CORO CONTIGO | ESPECTACULO DE NATAL
CORO CONTIGO | ESPECTACULO DE NATAL
CORO CONTIGO | ESPECTACULO DE NATAL
CORO CONTIGO | ESPECTACULO DE NATAL

10.12.18

por favor, não toque no meu diário.

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Nunca soube se te incomodava o meu saltar de refeição porque gostavas de mim ou porque eras chato. Estou muito mais convencida com a segunda hipótese. Afinal, tu és chato. Agora, uma fotografia do céu durante o pôr do sol da janela da tua cozinha apenas para deixar em nota que espero (e espero mesmo) que o que venha a seguir (para ti) seja tão fantástico que nunca tenhas tempo de olhar para trás e perceber que me perdeste por tão pouco, pelos segundos que te demorava a sair da tua bolha e dizer: também tenho saudades tuas.


He had absolutely no clue as to what had happened to her. There was no enquiry he could make. She might have been vaporised, she might have committed suicide, she might have been transferred to other end of oceania: worst and likeliest of all, she might simply have changed her mind and decided to avoid him. No livro 1894 de George Orwell. E eu sou mesmo capaz de ter soltado uma pequena gargalhada ao mesmo tempo que achava desastroso que o amor seja igual em todo o lado. Não importa o espaço, as pessoas, a natureza, a distância, o sexo, a idade, o ano, a história, a situação, o absurdo, o complexo, o contexto. Amor é amor. Algo que nos enche de adrenalina e nos fode de tanta emoção. Ah, ri-me!

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Tenho acordado em dias bons & dias maus. Não sei o que os faz serem assim. Não sei porque me sinto mais ou menos feliz. Mais ou menos motivada, inspirada, pronta, eu. Assim que abro os olhos eu já consigo saber se vai ser dos bons ou maus. Percebi que não vale a pena combater o negativo, afinal eu sei toda a letra da música de Ornatos Violeta e é assim que tem que ser, também.


Celebrei os dezoito anos com uma semana de férias no Algarve. Se a memória não me falha choveu os dias todos. Desenhava muito e trazia na mala um conjunto de bilhetinhos do meu namorado para ler todos os dias. No dia dos dezoito o pequeno Tomás fez questão que houvesse um bolo para se cantar os parabéns. Se a memória não me falha foi uma daquelas tipo torta do supermercado. Que eu adoro. Assim à distância tudo soa bonito. Acho que foi mesmo, se a memória não me falha.



Tu és o meu Sol. Tu és o meu Sol. Tu. És. O. Meu. Sol. Sim, tu és o meu Sol tem que ser uma das frases feitas mais absurda e largamente usada por gentes de todas as idades. Até o meu querido Chet Faker o canta (e tu sabes que o levo a sério). Mas o Sol só não nos mata porque se encontra a uma distância de segurança. Sim, distância-de-segurança. Então... É isso que queremos? Distância e Segurança? O que procuramos no amor? Que nos aqueça mas sem que se faça sentir a chama? Olha não! Bato o pé bem forte quanto a isto. Quando eu sentir amor (quando eu voltar a sentir amor) eu quero sentir até ao fim, até arder e queimar, até reduzir a cinzas o toque anterior. Quero sentir aquele sentir de deixar marcas para sempre. Bem visíveis e palpáveis. Que se saiba que senti. Não quero mais amor-sol, quero amor-chama. Para o frio, amigo, já tenho um par de luvas.

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Este fim-de-semana voltei a fotografar. A fotografar a cidade, o espaço, as pessoas, o azul, o amarelo, o verde, o cor-de-rosa e todas as cores. Em todas as fotografias enterro e guardo memórias de emoções, conversas e gargalhadas. Acrescento mais e mais boas memórias para este ano e confirmo a certeza que a felicidade está sempre por perto e que por vezes, muitas vezes, é uma questão de paciência e calma. Melhores dias sempre virão.


Tenho medo de me esquecer de ti. Tenho um medo terrível de me esquece de ti. Tenho este medo presente pois tenho revisitado memórias antigas: de algumas pessoas não consigo recordar o rosto, a voz ou o apelido, a algumas associo nomes, mas serão mesmo os seus nomes ou está uma falsa memória a tentar compensar? Tenho medo de me esquecer de ti. Tenho um medo terrível de me esquecer de ti. Da mesma maneira que em dois mil e dez tinha medo de me esquecer que o amava. Tinha medo e por isso escrevi. Escrevi em todo o lado e muitas vezes. Tinha razão, agora já não tenho a certeza se o amei. Se alguma vez amei. Mas que o escrevi, escrevi. Escrevi tanto que espero que tenha sido verade. Tenho medo de me esquecer de ti, tenho um medo terrível de me esquecer de ti e que toda esta dor não seja justificada. Tenho medo de me esquecer de ti. Tenho um medo terrível de me esquecer de ti.


É quando me chamas de espírito-livre entre uma mistura de entusiasmo e medo que me fazes perder a máscara e sorrio sem hesitações. Não és o primeiro em que percebo uma admiração cheia de reticências mas não deixa de me surpreender que dedicar o meu tempo a fazer o que me apetece nos deixe com o coração cheio de espanto. Acrescentas um "não chorei por ti, não és o amor da minha vida" e talvez não tenhas apanhado a surpresa do meu olhar, mas ainda não achei por um segundo que essa pudesse ser uma realidade: eu, o amor da vida de alguém. oh, meu pequeno, não teria regressado aos teus braços se por um instante acreditasse que as minhas idas & vindas pudessem fazer a vida de alguém tremer. Quando à liberdade, vou continuar nesta nota.

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