12.11.18

vinte e cinco e meio

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~ Afinal a vida aos vinte e cinco não é o que eu esperava, por isso, assumo, a minha alma partiu-se e agora só quero descobrir o que me faz falta, o que me faz feliz, onde faz sentido estar, com quem faz sentido estar. Quero estar bem e feliz, mesmo que a vida seja caótica: aceitar que isso é ok. 


No final do mês de Outubro celebrei os seis mese após os temidos vinte e cinco anos e não é segredo nenhum que está a ser um ano particularmente dificil para mim. Tudo muito para dentro e não tenho marcas para mostrar a dor de cabeça que este ano me está a dar. Mas acreditem, tem valido a pena, é uma dor de cabeça que vem acompanhada de novos conhecimentos e reflexões. Passaram seis meses e parei para pensar no que tinha acontecido desde da data. O que tinha mudado, aliás, se algo tinha mudado. Se tinha mais respostas, se tinha chegado a alguma conclusão sobre as questões que me colocava no meu aniversário e para começar (ou antes de começar) gostava de dizer que para mim parece que passou uma pequena eternidade. Como se já tivesse vivido umas quantas vidas até este momento. 

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Está muito presente na minha memória que um dos maiores problemas que eu enfrentava naquela altura eram as expectativas. Na verdade só a palavra já me faz tremer e é terrível. As expectativas que eu tinha para mim, para o amor, para a amizade, para o trabalho, para o futuro, para as metas que devia alcançar. Mas pior que isso, eu não sabia como lidar com as expectativas de terceiros em relação a mim. Essas que costumam ser muito mais elevadas do que aquilo que eu sinto que sou capaz de ser e oferecer. Na altura esta ideia estava constantemente no meu pensamento e eu sentia que poderia estar a desiludir algumas pessoas por não me sentir a chegar a lado algum. Afinal, eu era especial, diziam eles, mas de especial não tinha nada.

Foi aí que eu aprendi a desligar um bocadinho do que era esperado de mim e tentei perceber o que fazia parte de mim. O que eu era, gostava, sonhava, queria, mas por mim e só por mim. Sabem o que percebi? Que eu sou feliz com pouco. Sabem aquela conversa do vive o momento e aproveita o presente? Isso sou eu! A Marta Feliz. Que era feliz com o ambiente do trabalho, pelas músicas bonitas, pelos domingos dedicados a fazer nada, pelos livros, pelos pequenos-almoços calmos, pelo sol, pela chuva, por receber mensagens de bom dia, pelos piqueniques improvisados, por poder fotografar, por poder ajudar em projetos alheios, pelas pessoas boas na minha vida, por poder acordar devagar, pelas noites que se esticavam, pelas refeições partilhadas, por comer framboesas e mirtilos até perder a conta, por encontrar corações em todas as partes, por estar bem e ok. 

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Percebi issso, que a felicidade é uma escolha, uma opção. Que aconteça o que acontecer, não me perco pelo caminho. Sei como ser feliz, mesmo que existam dias em que acordo irritada, em que me zango ou posso estar um bocadinho triste também. A felicidade está colada a mim e nos últimos seis meses também tive a oportunidade de estar um mês de férias. Fartei-me de sair da minha zona de conforto, conheci muita gente nova, muito sítios novos, espaços novos, ruas novas, maneiras novas. Tornei-me vulnerável e gostei de alguém, ri-me e fui estupidamente feliz

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O futuro? Eu não faço ideia do que o futuro me vai trazer. Mas estes últimos meses ensinaram-me muito sobre mim. Quem sou, na raiz. Também me mostraram que sou capaz de fazer qualquer coisa a que me propronha e que a felicidade pode ser apenas alguém fazer panquecas para o teu pequeno-almoço. Nem sempre é fácil e óbvio, ainda tenho dúvidas. Mas sei que venha o que vier, será em grande! Este é o caminho a seguir para responder a todas as questões desta crise-de-meia-idade-aos-vinte-e-cinto.
Eu abria uma galeria só para expor as tuas ideias", foi a coisa mais fantástica que alguém me disse e que eu tive a coragem de acreditar. Não sei o que diz sobre mim (e a minha incapacidade de validar os elogios que recebo), não sei o que diz sobre ele (e a capacidade de ver algo em mim que eu nunca vi) ou sobre nós (se existe um nós). Mas tenho-me sentido numa montanha russa: perto de descobrir algo gigante sobre quem sou, quem quero ser, com quem quero estar. Mas gato escaldado de água fria tem medo: I am broken - something's wrong inside of me. Sei que sem pedir, te pedi uma paciência ilimitada, mas acredita: penso muito em dar-te a mão - para mim, o acto mais íntimo e corajoso que penso existir. 3 de Outubro de 2018

nota 1: acho também que podemos dizer que a lista do coração  tem estado a ser cumprida quase a 100%, acho isso maravilhoso. viver d  e  v  a  g  a  r, ah!
nota 2: as fotografias são das férias do verão. morro de saudades de agosto. o mês preferido de dois mil e dezoito 

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7.11.18

susana, 2018

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10.10.18

só você é você e é por isso que eu gosto

tenho uma tendência de desvalorizar os sentimentos à medida que o tempo vai passando: se calhar não gostava assim tanto, se calhar não tinha assim tantas saudades, se calhar não era nada de especial. antes que isso chegue deixo aqui, para ti, para mim, para o mundo: foste o melhor do verão, eu gosto imenso de ti, tenho saudades tuas (ah porra, muitas) e sim, era especial. obrigada.

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