De dia não nos podemos viver, só na ausência de outros podemos realmente ser nós próprios, e mesmo assim, nem sempre. A minha janela dá para uma rua do mar, só com ondas exangues de gente, uma e outra vez reparo existir. Vivo na cidade e observo, não é próprio, mas é da minha janela verde cesariana, que o faço. Sobrevivo, sim. E tem uma grade pouco segura, a minha janela, que tento provocar a cada vez que me apoio nela. Persiste intacta, se calhar o meu único limite. (...) Nuno Travana
(fotografias - novembro 2009 - outubro 2009)
mas a musica mais bonita que está a dar hoje na radio... é os 3 - 0 do Sporting ao Porto (e não sou das duas equipas)
ResponderEliminar