28.2.10



Não quis ser má, desta vez quis ser gentil, meiga, quase correcta, mas à minha boca só me ocorriam as palavras mais violentas, tentei para-las o mundo girava no meu estomago e o ar faltava-me junto do nariz. Desculpa se fui cruel, desta vez não o quis, disse coisas que não sei ao certo serem verdadeiras, compreende que gosto muito de ti, mas já não posso ser sincera quando te tenha por perto, já não posso ser eu, embora neste momento nem saiba ao certo onde estou, onde anda a minha alma, contigo essa perda nota-se. Desculpa as palavras crueis, eu nunca quis fazer sentir-te mal, mas é este cansaço, esta dor, este vazio, este frio, a culpa não é minha, muito menos tua. (...)

(fotografias - outubro 2009)

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