12.10.15

Não quero que a vida passe rápido. Não quero que nesta pressa de apanhar o futuro me esqueça de chorar nos arranhões, sentir o coração bater acelerado quando sou beijada e aproveitar cada caminhada para me aventurar um pouco mais. Não quero que nesta ansiedade de ser me esqueça de parar para imaginar histórias na casa da vizinha, ler livros ou beber chá quente e queimar a língua. Verdade seja dita, de nada me serve acelerar o tempo senão houver as pausas necessárias para dar gargalhadas, sentir o sol tocar-me na pele. De nada me serve tanta pressa, se perder a sensibilidade de ficar deslumbrada todas as vezes que vejo a imensidão do mar. 

num diário do verão, 2015.

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