a mesinha de cabeceira

19.3.19

Z.




PALAVRAS NUM SILÊNCIO DE OURO. Quando leio o jornal, ouço rádio ou presto atenção ao que as pessoas me dizem no café sinto, cada vez com mais frequência, tédio, para não dizer uma náusea, perante sempre o mesmo chorrilho de palavras iguais, escritas e ditas - sempre as mesmas expressões retóricas, sempre os mesmo floreados e metáforas. E o pior é quando me escuto a mim próprio e tenho de constatar que também eu me limito a alinhar sempre pelos padrões. Como estas palavras estão tão gastas e usadas, tão esgotadas pela excessiva utilização! Será que haverá ainda nelas o vestígio de um significo residual? É claro, a troca de palavras continua a funcionar, as pessoas agem de acordo com isso, riem e choram, viram para a esquerda e para a direita, o empregado de mesa traz o café ou o chá. Mas não é isso que quero questionar. A questão é: será que elas exprimem ainda algum pensamento? Ou serão apenas construções sonoras que impelem as pessoas de um lado para o outro, só porque iluminam constantemente, na mente de cada um, vestígios de uma eterna tagarelice? excerto retirado do livro Comboio Nocturno para Lisboa de Pascal Mercier pág.36

12.3.19

o andré, um inverno de manhã.

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- Mesmo que não me vejas, eu estou por perto. A vida também é feita de coisas que não sabemos explicar mas que estão sempre lá. - Não entendi nada, mas vou te dar um beijinho. no livro, Avó Dezanove e o Segredo do Soviético de Ondjaki

5.3.19



- No seu último ano de vida, ele queixou-se muitas vezes de que não compreendia, no fundo, em que é que essa solidão, que todos nós tanto tememos, consistia. Mas afinal o que é isso a que chamamos solidão, dizia, não pode tratar-se simplesmente da ausência dos outros; podemos estar sozinhos e não nos sentirmos solitários, assim como podemos estar com outras pessoas e sentirmo-nos sós. Então o que é? O podermos sentir-nos sós no meio da multidão foi algo com que sempre se ocupou. Bom, costumava dizer, não tem apenas a ver com o facto de outros lá estarem também, de ocuparem o espaço ao nosso lado. Mas mesmo que eles nos aprovem ou nos dêem um bom conselho numa conversa amigável, um conselho inteligente e sensível - mesmo então pode acontecer que nos sintamos sós. A solidão, portanto, não é algo que tenha a ver com a presença dos outros, nem com aquilo que eles fazem. Com o quê, então? Com o quê, por amor de Deus?
excerto retirado do livro Comboio Nocturno para Lisboa de Pascal Mercier pág. 314

19.2.19



- No seu último ano de vida, ele queixou-se muitas vezes de que não compreendia, no fundo, em que é que essa solidão, que todos nós tanto tememos, consistia. Mas afinal o que é isso a que chamamos solidão, dizia, não pode tratar-se simplesmente da ausência dos outros; podemos estar sozinhos e não nos sentirmos solitários, assim como podemos estar com outras pessoas e sentirmo-nos sós. Então o que é? O podermos sentir-nos sós no meio da multidão foi algo com que sempre se ocupou. Bom, costumava dizer, não tem apenas a ver com o facto de outros lá estarem também, de ocuparem o espaço ao nosso lado. Mas mesmo que eles nos aprovem ou nos dêem um bom conselho numa conversa amigável, um conselho inteligente e sensível - mesmo então pode acontecer que nos sintamos sós. A solidão, portanto, não é algo que tenha a ver com a presença dos outros, nem com aquilo que eles fazem. Com o quê, então? Com o quê, por amor de Deus?

5.2.19




NOBREZA SILENCIOSA. É um erro acreditar que os momentos decisivos de uma vida, nos quais a sua direcção habitual se altera para sempre, têm forçosamente que ser de um dramatismo ruidoso e lancinante, agitado por violentas pulsões interiores. Isso não passa de uma ilusão kitsch, de historietas inventadas por jornalistas ébrios, realizadores sensacionais e escritores em cujas cabeças circulam as fartas tramas dos pasquins. Na verdade, o dramatismo de uma experiência decisiva é, não raras vezes, inacreditavelmente silencioso. E tão poucas afinidades ela tem com o estrondo, a labareda e a erupção vulcânica que, na maior parte das vezes, ela nem sequer é apercebida no momento em que é efectuada. Quando mais tarde liberta o seu efeito revolucionário, fazendo com que a vida seja vista sob uma luz completamente diferente e ganhando como que uma melodia própria e absolutamente original, então isso acontece silencionsamente, e a sua nobreza específica consiste precisamente nesse espantoso silêncio.
excerto retirado do livro Comboio nocturno para Lisboa de Pascal Mercier na pág. 49

29.6.18

perderpontofinal


Sem título

A pergunta é clara, óbvia e repetitiva. “Então, e têm futuro?”. Posso dizer que sim, tranquilizar todas as vossas mentes inquisitivas e posso responder que não e vejo os alarmes a surgirem na vossa cabeça. Como posso eu dedicar tempo e vida a algo que eu não prevejo futuro? Porque, amigos, eu vivo o presente.
Talvez a perda seja um traço que herdamos. A minha avó materna tinha tendência para perder coisas. (…) Conseguia perder coisas mesmo nas fronteiras do seu pequeno apartamento. O lenço de renda desaparecia misteriosamente, algures nas profundezas abismais da sua malinha preta. (…) A minha avó perdia recibos, fotografias, meias, documentos, jóias, dinheiro. (…) E, porém, perder coisas não preocupava a minha avó. «Perdemos a nossa casa na Rússia, perdemos os nossos amigos, perdemos os nossos pais. Perdi o meu marido. Perdi a minha língua.», dizia ela, num misto curioso de russo, iídiche e espanhol. «Perder coisas não é tão mau, porque aprendemos a desfrutar não do que temos mas do que lembramos. Devias habituar-te à perda.» Embalando a minha biblioteca, Alberto Manguel // pág. 64 

22.3.18

reality.

susana loio susana loio
Things are not what they seem, Aomame repeated mentally. "What do you mean by that?" she asked with knitted brows. The driver chose his words carefully: "It's just that you're about to do something out of the ordinary. Am I right? People do not ordinarily climb down the emergency stairs of the Metropolitan Expressway in the middle of the day - especially women." "I suppose you're right." "Right. And after you do something like that, the everyday look of things might seem to change a little. Things may look different to you than they did before. I've had that experience myself. But don't let appearances fool you. There's always only one reality." | 1Q84 - Murakami // Book 1 - pág. 12

13.3.18

lovesomeone | 3/15 auto-retratos

3/15 auto-retrato
3/15 auto-retrato. 3 de março.
nota: este auto-retrato faz parte do projeto 15 dias. entre o dia 1 a 15 de março realizei 15 auto-retratos.
If you can love someone with your whole heart, even one person, then there's salvation in life. Even if you can't get together with that person. | 1Q84, Book 1 - Murakami

9.3.18

livros.


Lourança não gostava da mestre, mas aprendeu algumas formas de dissimulação muito habilidosas graças a ela. Era melhor não ter motivos para gostar dela do que ter de amar as professoras mais elegantes e sabedoras. Agumas eram mesmo capazes de tornar uma pessoa triste e infeliz só com distribuir e recusar amor como se fosse pão quente. Dentes de Rato de Agustina Bessa-Luís, na página 26

Entre refugiar-me dos dias de chuva e os passeios do dia de sol,
há os livros. 

ninguém ensina tão bem como a necessidade; aquilo que se aprende antes de tempo não se aprende verdadeiramente, só se acumla na cabeça. no coração não toma parte. Dentes de Rato de Agustina Bessa-Luís, na página 47

Entre os livros de histórias sem aparente sentido,
há livros que nos são queridos e trazem as lições nas palavras mais bonitas. 
Lourença achava aquilo um pequeno desastre, como chover quando era hora de recreio; tinha que ter paciência. nada tinha a ver com bem e mal. era só um contratempo. Dentes de Rato de Agustina Bessa-Luís

Aprendo assim, aconteça o que acontecer,
há sempre livros.

9.2.18

Joanne Harris | À mesinha de cabeceira

à mesinha de cabeceira | joanne harris à mesinha de cabeceira | joanne harris

Toda  gente que me conhece sabe que tenho cá em casa um cantinho especial para os livros da Joanne Harris. Digo especial porque são dos poucos livros que não tento vender para comprar outros livros, são daqueles que irei levar para aquela-casa-que-vai-ter-uma-mini-biblioteca. Gosto de ter os seus romances por perto para aquelas alturas em que a vida se enche desamor e nada como uma história cheia de magia e comida para afastar as mágoas. Foi também por essa razão que escolhi para meu primeiro livro de fantasia, o primeiro livro de fantasia de Joanne Harris!
Tanto quanto eu conseguia ver, o amor tornava as pessoas fracas e enfadonhas. Balder, que a julgar por esses critérios devia estar constantemente apaixonado, disse-me, com expressão de pena, que era uma das grandes alegrias da vida. Presumi que ele nunca tinha sentido as alegrias da vingança, de um ménage à trois ou das tartes de compota de Sygyn. //  O reino do Fogo - Joanne Harris

2.2.18

o que vemos quando lemos | a mesinha de cabeceira

um óptimo livro para folhear se tiverem oportunidade e tenho pena de não ter melhores fotografias para vos deixar curiosos, por isso, acreditem na minha opinião: um bom livro para nos fazer levantar questões sobre a forma como o nosso cérebro funciona, como funciona ler um livro e pensar sobre aquilo que realmente vemos quando lemos
Não me parece que alguma vez vá esquecer a primeira vez que vi Hercule Poirot. É claro que me habituei a ele mais tarde, mas, de ínicio, tive um choque [...]. Não sei o que tinha imaginado [...]. É claro que eu sabia que ele era estrangeiro, mas não esperava que fosse assim tão estrangeiro como era, se é que me estão a entender? Quando o víamos, só tínhamos vontade de rir! Parecia saído do palco ou do cinema. Agatha Christie, Crime na Mesopotâmia 
A escrita [...] é apenas outro nome para designar a conversação: Tal como ninguém, que saiba o que está a fazer, quando se vê em distinta companhia, se aventuaria a dizer tudo; - também nenhum autor, que entenda os justos limities do decoro e da boa educação, se atreveria a pensar tudo: O mais verdadeiro respeito que podeis mostrar pelo entendimento do leitor é dividir as coisas a meio amigavelmente, deixando-lhe a ele algo que imaginar, por seu lado Laurence Sterne, A vida e Opiniões de Tristram Shandy
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Tenho pena dos romancistas que têm de mencionar os olhos das mulheres: a escolha é tão limitada [...]. Tem olhos azuis: inocência e honestidade. Tem olhos negros: paixão e profundidade. Tem olhos verdes: rebeldia e ciúme. Tem olhos castanhos: digna de confiança e cheia de bom senso. Tem olhos violeta: é um romance de Raymond Chandler. Julian Barnes, O Papagaio de Flaubert
Italo Calvino descreve esta intermediação... O romance começa numa estaçã ferroviária, ronca uma locomotiva, um arfar de êmbolo tapa a abertura do capítulo, uma nuvem de fumo esconde parte do primeiro parágrafo.

17.1.18

o ambicioso senhor parker | mesinha de cabeceira

mesinha de cabeceira: ambicioso senhor parker

Encontrei este livro numa daquelas feiras de livros com livros-que-já-ninguém-quer-de-editoras-que-já-não-existem, conhecem? Nesse dia trouxe dois livros, um que li no próprio dia e o ambicioso senhor parker que me acompanhou por vários meses (foi o livro que demorei mais tempo a ler em 2017). Apesar do tempo longo da leitura foi um livro querido para mim, identifiquei muitos amigos na personagem principal, o Patrick Parker, aliás, até eu me identifiquei com ele, porra, somos todos Patrick Parker! Mais, desafio qualquer pessoa a ler o livro e não soltar uma gargalhada no final. Ah!
Até então, tudo o que tivera fora sonhos de vir a ser hospedeira aérea, conselhos de que se devia centrar nas suas capacidades para a costura e o conforto das palavras da mãe de que devia casar-se um dia e ter filhos e que isso era mais do que suficiente para qualquer rapariga. Não lhe pareceu muito verdadeiro depois de ver a rainha coroada porque, afinal, ela era casada, tinha marido (obviamente) e dois filhos - e, no entanto, governava o mundo - Malaia e África e tudo o resto. Quando Audrey chamou a atenção da mãe para isso, esta disse-lhe para não ser tonta, que a Rainha de Inglaterra tinha sangue azul, o que explicava a diferença. Como Audrey sabia muito bem que o seu sangue era apenas vermelho, aceitou a explicação. O sangue de Patrick era vermelho como o dela. Mas para os rapazes era diferente. (pág. 72)

mesinha de cabeceira: ambicioso senhor parker

Tal como o seu herói, tinha aquilo a que se chamava secretamente uma chama criativa sagrada e tinha que a proteger. Isambard escreveu um dia a algumas mulheres e como Patrick o compreendia agora: «Quero que saibas que, se parecer estar a levar as coisas friamente, é porque as sinto de forma tão aguda que sou a obrigado a manter-me insensível por forma a suportá-las...» (pag. 92)



21.12.17

 
Depois de muito ter ouvido a Teresa falar sobre o livro O meu irmão, acabei por lhe dedicar algum tempo no verão. Conclusão? É no minimo um livro interessante e viciante e apreciei a escrita do autor. Fiquei  também surpreendida pois até quase ao fim pensei que apenas seria um relato da vida dos dois irmãos e afinal, espantem-se, tem principio, meio e fim. Não se torna o livro melhor ou pior, mas surpreendeu-me! Mas quem sou eu para falar de livros? Vejam o que a minha irmã tem a dizer no seu blog!

15.12.17

o jogo do anjo | mesinha de cabeceira

o jogo do anjo | mesinha de cabeceira

Depois de no inicio do ano ter lido A sombra do Vento de Carlos Ruiz Zafón (que está no meu top de recomendações) não consegui resistir em adquirir e ler todos os livros que pertencem ao Cemitério dos Livros Esquecidos. Seguiu-se o Jogo do Anjo na edição mais bonita, não é? Como já esperava Carlos Ruiz Zafón transporta-nos para uma história ideal para amantes de livros e escrita, com intrigas, amor e muito livro à mistura!

- Creio que tens talento e vontade, Isabella. Mais do que crês e menos do que esperas. Mas há muitas pessoas que têm talento e vontade, e muitas delas nunca chegam a nada. Esse é só o princípio para fazer qualquer coisa na vida. O talento natural é como a força de um atleta. Pode-se nascer com mais ou menos faculdades, mas ninugém chega a ser atleta apenas porque nasceu alto ou forte ou veloz. O que faz uma atleta, ou o artista, é o trabalho, o ofício e a técnica. A inteligência com que nascemos constituiu apenas as munições. Para conseguirmos fazer qualquer coisa com ela, é necessário transformarmos a nossa mente numa arma de precisão.
- E porquê a comparação bélica?
- Toda a obra de arte é agressiva, Isabella. E toda a vida de artista é uma pequena ou grande guerra, começando connosco e com as nossas limitações. Para chegar a qualquer coisa que nos proponhamos fazer são necessários primeiro a ambição e depois o talento, o conhecimento e, finalmente, a oportunidade. 
O jogo do Anjo de Carlos Ruiz Zafón, pág. 202 

29.11.17

à mesinha de cabeceira | Millennium

Sem título

A Rapariga que Sonhava com Uma Lata de Gasolina e Um Fósforo de Stieg Larsson é o segundo livro da trilogia Millenium II. Apesar de ser uma trilogia que já anda cá há muito tempo só este ano é que me decidi a trazer os livros para casa (viva às versões de bolso económicas e práticas) e tenho devorado todos num instante porque depois de começar não consigo mesmo largar o livro. Estou a aguardar pacientemente pelo o ano novo para poder comprar o último *isto porque me proibí de comprar mais livros este ano*. Vocês já leram, o que pensam?

p.s.: sempre que olho para este fotografia parece-me o auto-retrato ideal: fotografia & livros.


COLECÇÕES DE LIVROS QUE QUERO COMEÇAR EM 2018


1. Colecção leya+rtp: conjunto de clássicos, um por mês a preço acessível. O primeiro? Ensaio sobre a cegueira de José Saramago.

2. Quase a terminar de ler o conjunto de livros de Carlos Ruiz Zafón, o cemitério dos livros, já tenho o olho em mais livros do autor, porque não: a trilogia da neblina. Conhecem?

3. 1Q84 de Murakami é mesmo um must-read para 2018. Já tenho até os livros cá por casa! Depois conto-vos o que achei!

12.11.17

à mesinha de cabeceira

Sem título acabar de ler livros ao domingo de manhã, parece-me que é meio caminho andado para ter o resto de uma semana muito nostálgica.

21.10.17

à mesinha de cabeceira  
Only what is that thing? Why am I made the way I am? Why do I care about all the wrong things, and nothing at all for the right ones? Or, to tip it another way: how can I see so clearly that everything I love or care is about illusion and yet - for me, anyway - all that's worth living for lies in that charm? A great sorrow, and one that I am only begging to understand: we don't get to choose our own hearts. We can't make ourselves want what's good for us or what's good for other people. We don't get to choose the people. We don't get to choose the people we are.

17.10.17

à mesinha de cabeceira: lesley pearse

a mesinha de cabeceira Lesley Pearse é para ler quando a realidade for demasiado cansativa para aguentar.

13.10.17

LIVROS, LIVROS E MAIS LIVROS

Acho que é seguro dizer que dois mil e dezassete vai ficar marcado como o ano em que li mais livros. Até agora conto com trinta e um livros lidos e já vou nas últimas páginas da minha companhia mais recente. Acho que se pode dizer que se está a tornar um pequeno vício ~mas dos bons~ e estou constantemente a adicionar novos livros à minha wishlist! Houvesse o tempo e dinheiro e não faria outra coisa da vida. 

Hoje partilho com vocês quais são aqueles títulos que gostava mesmo de conseguir adicionar às minhas prateleiras ainda este ano! 

História de Quem Vai e de Quem fica - Elena Ferrante
(Este livro faz parte da história A Amiga Genial. Já li o primeiro, o segundo e até já tenho o quarto livro comigo. Falta-me o terceiro volume e estou realmente curiosa!)

Cruzei-me com este livro por acaso mas despertou a minha curiosidade. Às vezes há livros assim. Alguém conhece?

A rainha no Palácio das Correntes de Ar - Stieg Larsson
Depois de ter terminado de ler o primeiro e o segundo preciso mesmo de saber o que acontece nesta história! Engraçado como não é bem o meu gênero de livro, mas a história é muito viciante!






Muito curiosa. Nunca consegui levar nenhum livro de António Lobo Antunes até ao fim, mas recomendaram-me que começasse por este e fico sempre muito curiosa quando alguém me recomenda um livro. 

Ainda não sei o que pensar deste livro, mas quero lê-lo. O título puxa por mim. Já leram?

Até agora já li dois livros deste autor e já decidi que este é o próximo!


E vocês já sabem quais são os últimos livros que vão comprar este ano? Hoje (e só hoje) na wook há 20% de desconto + Portes Grátis. É de aproveitar, não?

24.9.17

Afonso Cruz | à mesinha de cabeceira

afonso cruz | mesinha de cabeceira afonso cruz | mesinha de cabeceira afonso cruz | mesinha de cabeceira

tive que esperar até à última frase do livro ~literalmente a última frase~ para ficar totalmente convencida que ler este livro não tinha sido um desperdício de tempo ou dinheiro. mas aqui estamos, estou convencida e recomendo. certamente é uma experiência diferente dos restantes livros. fiquei curiosa quanto a outros títulos do autor (ficam já wishlist de 2018) que descobri nas ilustrações dos livros infantis. 

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